Exposição de Arte

Exposição de Arte

RJBNGLTCH + GP

RJBNGLTCH + GP

Taticocteau, Bob N, God Pussy

Foragido

Foragido

Fabianna Vieira

Herança. Rodoviária e Casa de Bonecas

Herança. Rodoviária e Casa de Bonecas

Lui Trindade

Bantu e Calunga

Bantu e Calunga

Mariana Werneck

O que você faria se a internet acabasse amanhã?

O que você faria se a internet acabasse amanhã?

Construção Coletiva

Rio: Futuros Históricos

Arte e tecnologia possuem uma ligação ancestral. Em grego, a palavra techné – que posteriormente dá origem à “tecnologia” – referia-se não apenas às práticas manuais de produção (a técnica), mas às artes. Ao longo da história, esses dois conceitos foram se distanciando. Se a tecnologia moderna se consolidou como um conjunto de técnicas para atingir um determinado fim – quase sempre associado à superação das limitações humanas – a arte procurou desafiar a própria ideia de finalidade: uma obra de arte não precisa cumprir uma funcionalidade, simplesmente é.

Ambas guardaram, todavia, uma marca em comum: a insubordinação. Arte e técnica, para o bem e para o mal, seguem desafiando os supostos “destinos da natureza humana” e buscando emancipações do divino.

As tecnologias de comunicação contemporâneas nos prometem a superação das limitações do corpo para atingir o éden do espírito: estar em todo lugar, ao mesmo tempo, agora. Na experiência de habitar a cidade, contudo, nos lembramos: ainda estamos aqui, habitando um corpo, um território. Seguindo a alma encantada da insubordinação, A Escola do Absurdo convocou dez artistas para pensar:

E se a tecnologia, que nos promete o mundo inteiro, pudesse ser pensada a partir de um único território, a cidade do Rio de Janeiro? Que visões seriam essas? Quais brechas pode uma alma insubordinada criar? Pois se as tecnologias foram cooptadas por interesses privados que tendem a nos adoecer, a arte é o espaço em que a técnica pode resistir em liberdade.

Nas doze obras que compõem esta exposição, tecnologias analógicas e digitais – incluindo as polêmicas Inteligências Artificiais – são ao mesmo tempo ferramentas e personagens das criações que se desafiam a imaginar os futuros possíveis e impossíveis do Rio, sem perder de vista as histórias não contadas que seguem como espectros do amanhã.

Nessas histórias, a cidade “instagramável” se dissolve em uma que reverencia o descompasso, diferentes ritmos e pulsos, uma insubordinação à própria noção enraizada de tempo; ela afunda para emergir cidade absurda.

No fim do século XX, as tecnologias da comunicação nos prometeram a utopia de um mundo sem fronteiras. Hoje, nos prometem as distopias do pós-humano. Nós, da Escola do Absurdo, no entanto, preferimos seguir a alma encantada da insubordinação e afirmar: nem utopia, nem distopia. O futuro ainda não tem sentido, o futuro é absurdo.

Curadoria: Mateus A. Krustx e Vítor Henrique Guimarães

Coordenação Geral: Ana Beatriz Rangel, Anna Carolina Guida e Danielle Villanova

Os Artistas

Elder Gomes Barbosa

Elder Gomes Barbosa

Noite das Garrafadas

Mestre em Cinema Documentário pela Universidad del Cine (Buenos Aires). Dirigiu o curta-metragem “A Noite das Garrafadas”, exibido em festivais no Brasil e no mundo. O filme aborda os fantasmas do século XIX que ainda passeiam pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro.

Luiz Gustavo Nostalgia

Luiz Gustavo Nostalgia

Nossa Senhora Sabina das Laranjas

Multiartista-visual, Luiz Gustavo Nostalgia resgata memórias afrocentradas unindo colagem, fotografia e pintura. Em "Nossa Senhora Sabina das Laranjas", reimagina a quitandeira Sabina como DJ afrofuturista, onde o batuque das feiras ecoa em um futuro ancestral de múltiplas realidades.

Lui Trindade

Lui Trindade

Desmemórias de Travessia

Artista e pesquisador independente desde 2021, Lui Trindade participou de exposições coletivas, eventos culturais e residências artísticas. A série exposta "Desmemórias de Travessia" provoca uma reflexão sobre os espaços da experiência como locais de atravessamentos sensoriais e mnemônicos de criação.

Natália Rei

Natália Rei

Invocações

Natália Reis é pesquisadora e artista visual atuando com apropriação de imagens de arquivo e temas como ficção, território e paisagem. "Invocações" resgata as memórias territoriais da UERJ, por meio da ficcionalização de documentos e outros processos arquivísticos.

Juliana Parada

Juliana Parada

Emergência Suburbana

Juliana Parada é artista visual, taróloga e suburbana - criar futuros para o Rio além-túnel é uma obsessão, canalizada em "Emergência Suburbana", primeira obra exposta. O excesso de texturas junto à técnica (quase) sem polimento falam pelas águas aterradas da cidade (as que existem e existirão).

Gabriel Gariba

Gabriel Gariba

Delírios Artificiais

Gabriel Gariba, artista multimídia de Niterói-RJ. Suas pesquisas recentes tem foco nas relações humanas em sociedade através de múltiplas linguagens. Na seguinte obra, inspirada em Hélio Oiticica, usa IA para transformar imagens estáticas em vídeos "delirantes", propondo um novo olhar sobre o legado do artista.

Os Curadores

Vítor Henrique Guimarães

Vítor Henrique Guimarães

Pesquisador, negro e suburbano. Geógrafo, mestre em Cultura e Territorialidade. Pesquisador e curador musical, professor, analista de dados. Curioso com temas como relações étnico-raciais, cultura urbana e estética sonora da Diáspora Africana. Filho da Dona Katia e neto da Dona Celia.

Mateus A. Krustx

Mateus A. Krustx

Artista visual, educador e curador, Mateus A. Krustx é graduado em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestre em Arte e Cultura Contemporânea pelo PPGArtes/UERJ.